sexta-feira, 24 de maio de 2013

A declaração universal dos direitos humanos nos tempos do capitalismo moderno: o julgamento de Jesus



Direitos humanos- o direito a vida

O ser humano e realmente muito interessante: ele defende o que já ganhou, o que esta distante dele, o que ele não pretende passar. O direito a vida, primeiro direito da declaração universal dos direitos humanos é a constatação mais explicita destas posições.
Vejam bem: a declaração diz que "todo ser humano tem direito a vida". Assim, os países do ocidente encontram o abono perfeito para suas faltas, em especial, com o Oriente. No mundo globalizado detesta-se o Oriente por sua cultura como uma maneira de amortizar os crimes que cometemos contra esse povo em função não da guerra santa, mas da guerra negra só petróleo.
Quão indignados ficamos quando vemos uma mulher ser apedrejada em praça publica no Afeganistão ate a morte por ter traído seu marido. Um verdadeiro absurdo. Desde os tempos do Cristo, com a defesa de Maria Madalena, condenamos tal prática. Ao realizarmos este julgamento esquecemos apenas de um detalhe: os muçulmanos não sabem sequer quem e Jesus Cristo.
Outro absurdo epistemológico e a defesa do aborto. A legislação braseira legalizou o aborto para casos de anencefalia e de estupro. Nestes casos e legal matar o feto, nos outros não. O interessante disto é que quem defende o aborto já nasceu! É, teve uma chance de viver e agora quer tirar o direito do outro.
E para completar a tríade do direito a vida falemos da crucificação. E inviável para muito imaginar a dor humana na perda da vida pendurado em uma Cruz. Após mais de 2000 anos ainda condenamos Pilatos por lavar as mãos e Judas por traição. No entanto quando pensamos na nossa casa, em nossa cultura, então nos damos o direito de pregar o grande Direito à vida como se fosse um crime distante de nós.
O fato é que em 2000 anos alguns serem humanos parece que não mudaram muito, mas a intelectualidade de alguns tornou nossos atos bárbaros legalizados.
Se Judas hoje vivesse na época da ditadura faria uma denuncia de comunismo e Jesus seria preso. Ele seria torturado no pau de arara e seu corpo sumiria. Era essa a ordem de Pilatos, agora chamado AI5. E ninguém odiaria Judas.
Caso vivesse no morro do Rio de Janeiro, Judas denunciaria a Jesus ao dono do morro sob a acusação de formação de quadrilha. Suas ideias poderiam construir outro “bando”, ou exército que entraria em confronto com as vendas de drogas. Judas provavelmente seria recompensado pelo ato de heroísmo, e Jesus seria posto nu em cima do morro, seria torturado publicamente, depois enrolado em fita crepe e queimado.
Agora se Judas vivesse no Oriente e denunciasse Jesus... Ele seria considerado herói mundial! Coroado
por nós do Oriente. Qual o crime? Ter uma ideologia em que o SER é mais importante que o TER em meio a um mundo globalizado e capitalista. A pena: cadeira elétrica, ou injeção letal.
Se Oriente apedreja as mulheres, nos apedrejamos as ideias. Aquela é a lei deles, essa a nossa. Como falar do outro sem olhar para si?
O ser humano julga o outro para não ver seus próprios defeitos. E fácil se escandalizar com o apedrejamento feminino quando se nasce no ocidente, é quase simples defender o aborto quando já se nasceu, é hábil falar de justiça queimando os inimigos publicamente nos morros e assistindo pela televisão. E é muito confortável defender a pena de morte aos bandidos comuns e não tão comuns quando essa é uma ameaça que vive longe de nós.
A questão é que não vive tão longe. O Afeganistão está no Oriente, os Estados Unidos na parte de cima do Globo, mas o morro esta no Rio de Janeiro, e o aborto, bem, ele pode estar dentro de nossas próprias casas.
É dessa forma que defendemos o direito a vida? Como diria mahatma Gandhi: "olho por olho e o mundo acabará cego". Mas para que ouvir esse homem que pregava a paz se ele esta tão longe?
E em sequência finalizamos com uma pergunta curiosa: qual será o próximo julgamento de Jesus?

quinta-feira, 14 de março de 2013

Precisamos de uma nova civilização: O novo papa colonizador


Precisamos de uma nova civilização: O novo papa colonizador
Elisandra Cabral

Enquanto observamos o novo inchaço da máquina pública brasileira aos tempos e moldes do Brasil colônia é inevitável não aludir à palavra retrocesso. O Brasil em uma espécie de ciclo vicioso retorna às origens da colonização portuguesa com a abertura de tantos novos cargos e até mesmo ministérios – diga-se de passagem, agora foi criado o 39º - em um tipo de nova colonização. A diferença é que na atualidade a metrópole é o PT.
Diante dessa mudança para a conservação de poderes, surge a retórica: será mesmo uma mudança exclusivamente brasileira¿ Parece que não.
Parece que a América latina também foi atingida pela crise econômica. Parece que a busca por estabilidade relembra os cenários de guerras de outrora. Parece também que os países do Norte do planeta precisam um pouquinho de nós. Afinal, são os operários que sustentam as fábricas, não¿!
Fábricas de sonhos, inclusive. A cada qual, o seu devaneio. A escravidão agora mora na China, os castigos da fome na África e os chamados psicóticos, loucos, limitados pela crença na liberdade, precisam ser medicados na América Latina, em especial, na Argentina e no Brasil.
E esse medicamento tem tido um preço um tanto quanto alto para a Europa, a principal colonizadora de todos os tempos. A despeito da política de pão e circo, foi concedido ao Brasil a sede da próxima Copa do Mundo. Já para nossos vizinhos ermanos foi necessário um pouco mais.
Frutos de uma colonização espanhola, a Argentina possui um desenvolvimento do pensamento crítico mais aguçado. E, críticas à parte, a grande responsável por isso foi a Companhia de Jesus.  Os jesuítas que eram os responsáveis pela educação na época da colônia levaram professores das mais variadas nacionalidades para a Argentina. Dessa maneira, paulatinamente, transformaram o país em um “pedaço da Europa’.
Esse pedacinho europeu hoje em uma crise econômica terrível devido também – e talvez principalmente – a um governo ditatorial disfarçado sob o codinome de Democracia Kirchner, recebe a chance de se mostrar um aluno eficiente. Caso tenham estudado corretamente as lições, os argentinos são o povo colonizado que mais tenha assimilado os modos e costumes europeus, assim como maneira como estes oprimem e/ou catequizam o restante da população mundial.
No entanto, com um porém: os argentinos agem com a postura de dominantes, mas sabem que são dominados. E uma vez dominados, sempre dominados como diria o sociólogo francês Pierre Bourdieu. Assim, quando os dominados têm a chance de se tornar dominantes, há uma reclassificação do que constitui o ato de dominar.  Diante desses processos é que os argentinos essa semana foram recolocados em evidência no cenário mundial: Ermano é, pois, o novo papa.
A Igreja Católica Apostólica Romana tem agora como sumo sacerdote Jorge Mario Bergoglio, um cardeal argentino, que aos 76 anos, fez um voto de humildade e adotou o nome de Papa Francisco. Um colonizado, produto da companhia de Jesus e, portanto, jesuíta que talvez – e esperamos que assim o seja – consiga higienizar os problemas do vaticano e, consequentemente, reeducar os valores da sociedade cristã mundial frente não somente à moral mas, em especial, quantos aos ditos de São Francisco de Assim que na primeira parte de sua oração solicita a Deus o sucesso de seu processo de colonização dizendo:
Senhor, fazei-me instrumento de você paz
O mundo precisa de paz
Onde houver ódio que eu leve o amor
As guerras santas precisam acabar
Onde houver ofensa que eu leve o perdão
As relações familiares necessitam fortalecer-se
Onde houver discórdia que eu leve a união
O vaticano precisa se unificar
Onde houver dúvidas que eu leve a fé
A Europa ainda é o continente mais cético do mundo
Onde houver desespero que eu leve a esperança
A prisão de Guantánamo continua aberta
Onde houver tristeza que eu leve a alegria
O câncer é a doença do século
Onde houver trevas que eu leve a luz
Ainda ocorrem sacrifícios humanos em algumas seitas religiosas.
E que assim, um colonizado possa deformar de alguma maneira a estrutura de classes e tornar-se colonizador.