segunda-feira, 21 de março de 2011

Loves in the air

Ah! Aquela antiga frase feita que diz: “o amor está no ar” é a que melhor resume as duas últimas semanas da comunicação empresarial e da língua portuguesa para esta singela professora.
Traduzir, transcrever, remodelar, criar. Todos esses verbos foram fortemente conjugados para trabalhar com as linguagens cultas e coloquiais. Não foi tão simples, mas com certeza mais fácil do que parecia. Fora a guerra dos sexos instalada. O ponto de partida: o dia internacional da mulher. A necessidade: aprender a diferenciar os tipos de linguagem. O desenvolvimento: muitas, mas muitas risadas. E os resultados: declarações de amor e cantadas.
Os meninos transvestiram-se com palavras generosas ao apresentarem declarações de amor até a década de 90. As meninas abusaram da coloquialidade, criando até um funk para, literalmente, cantar os e aos meninos.
E quem não se recordará do Lucas lendo o Tigrão? E quem se esquecerá da voz do Rômulo cantando para a Stefânia? Ou da música da Jéssica para o Sr. Antônio? Ou mesmo das declarações um tanto trocadas de Ana Paula e Gustavo?
Foram gerações misturadas que englobaram desde vossamercê a vc, da garota de Ipanema à Chapeuzinho Vermelho, da bossa ao funk, do culto ao coloquial.
E por estranho que pareça, os rapazes saíram-se melhor nas declarações. O que talvez mostre que nós mulheres não precisamos nos preocupar tanto assim. Basta um aperto, e as cantadas de pedreiro desaparecem e os meninos propiciam aos nossos ouvidos palavras encadeadas e por vezes românticas.
Ainda há esperança nos tempos modernos para o amor ideal. Ainda existem homens masculinos e sensíveis. Ainda há uma chance de não continuarmos a assassinar Camões, Caetano, Djavan. Queridos e queridas, o meu obrigada. Não pelas cantadas, nem pelas declarações, mas por se proporem a participar das aulas e a me ajudarem a divulgar a idéia de que o português não precisa ser chato, estranho, difícil e cansativo. Pode ser divertido, útil, ágil e interessante.
Brigadim, para os modernos do internetês de vc.
Muito obrigada para os mais cultos do vossamercê de outrora.

Um comentário:

  1. Nos que te agradecemos Elisandra, adoramos suas aulas! Estamos aprendendo o "português" de um modo diferente, bem divertido, graças à suas aulas super descontraídas.
    Sandra

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