Queridos,
Depois de traduzirmos placas de caminhão, frases e ditos populares; e após consertar um tanto considerável de placas de rua, segue a propaganda bem humorada abaixo.
quinta-feira, 24 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Loves in the air
Ah! Aquela antiga frase feita que diz: “o amor está no ar” é a que melhor resume as duas últimas semanas da comunicação empresarial e da língua portuguesa para esta singela professora.
Traduzir, transcrever, remodelar, criar. Todos esses verbos foram fortemente conjugados para trabalhar com as linguagens cultas e coloquiais. Não foi tão simples, mas com certeza mais fácil do que parecia. Fora a guerra dos sexos instalada. O ponto de partida: o dia internacional da mulher. A necessidade: aprender a diferenciar os tipos de linguagem. O desenvolvimento: muitas, mas muitas risadas. E os resultados: declarações de amor e cantadas.
Os meninos transvestiram-se com palavras generosas ao apresentarem declarações de amor até a década de 90. As meninas abusaram da coloquialidade, criando até um funk para, literalmente, cantar os e aos meninos.
E quem não se recordará do Lucas lendo o Tigrão? E quem se esquecerá da voz do Rômulo cantando para a Stefânia? Ou da música da Jéssica para o Sr. Antônio? Ou mesmo das declarações um tanto trocadas de Ana Paula e Gustavo?
Foram gerações misturadas que englobaram desde vossamercê a vc, da garota de Ipanema à Chapeuzinho Vermelho, da bossa ao funk, do culto ao coloquial.
E por estranho que pareça, os rapazes saíram-se melhor nas declarações. O que talvez mostre que nós mulheres não precisamos nos preocupar tanto assim. Basta um aperto, e as cantadas de pedreiro desaparecem e os meninos propiciam aos nossos ouvidos palavras encadeadas e por vezes românticas.
Ainda há esperança nos tempos modernos para o amor ideal. Ainda existem homens masculinos e sensíveis. Ainda há uma chance de não continuarmos a assassinar Camões, Caetano, Djavan. Queridos e queridas, o meu obrigada. Não pelas cantadas, nem pelas declarações, mas por se proporem a participar das aulas e a me ajudarem a divulgar a idéia de que o português não precisa ser chato, estranho, difícil e cansativo. Pode ser divertido, útil, ágil e interessante.
Brigadim, para os modernos do internetês de vc.
Muito obrigada para os mais cultos do vossamercê de outrora.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Homenagem ao dia da mulher - "Dorei Sô"
Dorei sô
O sotaque das goianas deveria ser ilegal, imoral ou engordar, já que tudo que é bom, tem um desses horríveis efeitos colaterais...como é que o falar lindo e charmoso ficou de fora?
Por que Deus, que sotaque!
Goiana devia nascer com uma tarja preta avisando: Ouvi-la faz mal a saúde.
Confesso: esse sotaque me desarma.
Certa vez, quase propus casamento a uma goiana que me ligou por engano.
Elas tem um ódio mortal das palavras completas, preferem, sabe-se lá por que abandoná-las no meio do caminho.
Os não-goianos, ignorantes nas coisas de Goiás, supõem, precipitada e levianamente, que os goianos vivem apenas de uais, trens e sôs. Mas vai além disso!
Goiana não fala que o sujeito é competente, ele é 'bom de serviço'.
Nunca usam o famosíssimo 'tudo bem'. Sempre perguntam 'Ce tá boa?' (pra mim, isso é pleonasmo, perguntar se uma goiana ta boa é desnecessário).
O verbo 'mexer', para as goianas tem amplos significados, quer dizer por exemplo, 'trabalhar'. Se lhe perguntarem: 'Com o que q o ce mexe?', querem saber o seu oficio.
Goianas não dizem 'apaixonado por'. Dizem, sabe-se lá por que, 'sou doida com ele' (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas 'com' alguma coisa. Também não gostam do verbo 'conseguir', aqui você nunca consegue nada, você não 'da conta'.
Que goianas nunca acabam as palavras todo mundo sabe. E um tal de 'bunitim, fechadim, pititim'.
Não caia na besteira de esperar um 'vamos' completo de uma goiana, vc não ouvirá nunca. É u tal de 'vamo', 'bora'.
Preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a goiana.
Aqui certas regras não entram.
O supermercado nunca tá lotado, sempre tá 'cheio de gente', não faz muitas compras, compra um 'tanto de coisa'. Se, saindo do supermercado, a goianinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará: 'Ai, gente, que dó'. É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas goianas. Goiano não arruma briga, 'caça confusão'. Capaz... Se você propõe algo e ela diz: capaz!! Vocês já ouviram esse 'capaz'? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer 'ce acha que eu faço isso'? com algumas toneladas de ironia... E o 'nem', já ouviu?? Completo ele fica: 'Ahhh nemmmm!' Significa amigo, que a goiana não vai fazer o q vc propos de jeito nenhum.
Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das goianas. Goiana não pergunta, 'vc não vai?' A pergunta goianamente falando e: 'Ce não anima de ir?'.
O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Se vc em conversa falar 'Fui lá comprar umas coisas.', a goiana retrucara: ' Ques coisa?' O plural dá um pulo, sai das coisas e vai para o que.
A fórmula goiana é sintética. E diz tudo. Até o 'tchau' em Goiás é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: 'tchau procê', 'tchau procês'. É útil deixar claro o destinatário do tchau.
A conjugação dos verbos em Goiás têm lá seus mistérios.... LINDOS mistérios! E é por essas e outras que eu sou apaixonado pelas goianas, ainda não inventaram mulheres mais lindas e charmosas.
É isso ai gente, tchau procês!!!
O sotaque das goianas deveria ser ilegal, imoral ou engordar, já que tudo que é bom, tem um desses horríveis efeitos colaterais...como é que o falar lindo e charmoso ficou de fora?
Por que Deus, que sotaque!
Goiana devia nascer com uma tarja preta avisando: Ouvi-la faz mal a saúde.
Confesso: esse sotaque me desarma.
Certa vez, quase propus casamento a uma goiana que me ligou por engano.
Elas tem um ódio mortal das palavras completas, preferem, sabe-se lá por que abandoná-las no meio do caminho.
Os não-goianos, ignorantes nas coisas de Goiás, supõem, precipitada e levianamente, que os goianos vivem apenas de uais, trens e sôs. Mas vai além disso!
Goiana não fala que o sujeito é competente, ele é 'bom de serviço'.
Nunca usam o famosíssimo 'tudo bem'. Sempre perguntam 'Ce tá boa?' (pra mim, isso é pleonasmo, perguntar se uma goiana ta boa é desnecessário).
O verbo 'mexer', para as goianas tem amplos significados, quer dizer por exemplo, 'trabalhar'. Se lhe perguntarem: 'Com o que q o ce mexe?', querem saber o seu oficio.
Goianas não dizem 'apaixonado por'. Dizem, sabe-se lá por que, 'sou doida com ele' (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas 'com' alguma coisa. Também não gostam do verbo 'conseguir', aqui você nunca consegue nada, você não 'da conta'.
Que goianas nunca acabam as palavras todo mundo sabe. E um tal de 'bunitim, fechadim, pititim'.
Não caia na besteira de esperar um 'vamos' completo de uma goiana, vc não ouvirá nunca. É u tal de 'vamo', 'bora'.
Preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a goiana.
Aqui certas regras não entram.
O supermercado nunca tá lotado, sempre tá 'cheio de gente', não faz muitas compras, compra um 'tanto de coisa'. Se, saindo do supermercado, a goianinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará: 'Ai, gente, que dó'. É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas goianas. Goiano não arruma briga, 'caça confusão'. Capaz... Se você propõe algo e ela diz: capaz!! Vocês já ouviram esse 'capaz'? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer 'ce acha que eu faço isso'? com algumas toneladas de ironia... E o 'nem', já ouviu?? Completo ele fica: 'Ahhh nemmmm!' Significa amigo, que a goiana não vai fazer o q vc propos de jeito nenhum.
Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das goianas. Goiana não pergunta, 'vc não vai?' A pergunta goianamente falando e: 'Ce não anima de ir?'.
O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Se vc em conversa falar 'Fui lá comprar umas coisas.', a goiana retrucara: ' Ques coisa?' O plural dá um pulo, sai das coisas e vai para o que.
A fórmula goiana é sintética. E diz tudo. Até o 'tchau' em Goiás é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: 'tchau procê', 'tchau procês'. É útil deixar claro o destinatário do tchau.
A conjugação dos verbos em Goiás têm lá seus mistérios.... LINDOS mistérios! E é por essas e outras que eu sou apaixonado pelas goianas, ainda não inventaram mulheres mais lindas e charmosas.
É isso ai gente, tchau procês!!!
Autor Desconhecido
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